Sobre um tempo que já morreu

(sur un temps qui est mort).

Azul, Lua

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Beba-me em meio a teias de aranha
E palavras ininteligíveis nas paredes
Eu fecho os olhos e corro e o mundo
Não está morto
Não agora
Enquanto Napoleão passa pelos objetos e canteiros
Respiro fundo e a historia já mudou
Eu fecho os olhos e o mundo não está morto
O mundo é estável, mas não é uno
Flui, se transforma, mas sobrevive
E porque eu teria também que adoecer e morrer enquanto o mundo consegue se superar?
Você controla o quanto ama, eu controlo o quanto me liberto
Somos o som do riso que escapa da criança no silêncio
E os irmãos se batem, não possuem linguagem
Seu movimento é o tátil.
Se eu quebrar a parede ou criar uma
A parede ou falta de parede será superada pelos seus olhos escuros e bêbados.

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Written by Ísis Amadeu

31 de julho de 2015 às 13:57

Publicado em Uncategorized

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