Sobre um tempo que já morreu

(sur un temps qui est mort).

Fria.

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Você é passado confuso na minha alma. Passado que se fundiu aos meus opostos, que se degradou junto com meus traços de personalidade. Passado que me tornou mais forte. Hoje eu sei me levantar e ir embora, aprendi isso com a dor, muito antes de você.

Entretanto desaprendi a confiança das paixões fúteis, desaprendi a calma das tardes de domingo, desaprendi a voltar para o final de semana com temor, passei a ter para onde e para quem fugir.

Meu pecado: te dedicar minhas 100 páginas escritas, meus rascunhos, meu sangue.

Sem amor, voltei a ser cruel. Sem amor, voltei a cuspir na cara dos momentos felizes. Sem amor, voltei a achar o amor feio. Amor que não era amor. Amor que era vinho barato, que era chá frio.

Vou chorar por uma noite. Talvez chore duas. Talvez chore durante a tarde.

Quero remorso, quero ser repugnante, quero que você queime as minhas palavras boas.

Eu tento ser má porque a frieza me isola.

Quero dar a última palavra, e ela será um adeus de alguém indiferente.

Não me arrependo.

E não peço desculpa.

Eu quero viver.

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Written by Ísis Amadeu

31 de julho de 2015 às 15:00

Publicado em Uncategorized

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