Sobre um tempo que já morreu

(sur un temps qui est mort).

o da morte pelo excesso

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I watch you disappear through my skin
I dont fully recognise myself in other people
Neither in you.

Eu sinto uma estranha e quente necessidade de permanecer só
Tragando um cigarro, tomando um chá
Sempre me queimando através de excessos
Sempre me reconhecendo cada vez menos nos outros
Enquanto você caminha na minha direção – se é que caminha em minha direção –
Não é para mim que você olha
Seus olhos permanecem no factual, no ascendente
No longínquo
Incandescente.
Ignora o que se opõe a você
Para me remendar aos poucos
E me ver morrer de perto.

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Written by Ísis Amadeu

8 de outubro de 2015 às 18:35

Publicado em Texto

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