Sobre um tempo que já morreu

(sur un temps qui est mort).

Refúgio

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me desafio, frio
escapo frente ao vazio e me deparo
com meu reflexo
outra vez
transtornado de tanto biopsicosofrer
nos dentes tortos
e feridas infectadas de 50% da população.

lixo, denuncio a mim mesmo
– doente e insuficiente –
homo sapiens político e desinformado com quem
a seleção nacional foi ordinariamente
gentil.

trovador das palavras feias
escritor pós-moderno de calçada de botequim
reflete se faz parte dos 50% doentes de lá
ou de cá.

1988 tristezas modernas me machucam
com rajadas de sangue seco empobrecido
que não mais me afetam fisicamente.

quem tem direito a refúgio? questiono
à magna carta
que sutilmente me permite ignorar a dor
pois se cala.

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Written by Ísis Amadeu

14 de junho de 2017 às 20:44

Publicado em Uncategorized

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