Sobre um tempo que já morreu

(sur un temps qui est mort).

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estresse.

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estresse. calma. estresse. pressão. não adianta folhear todos os livros que eu deixo em cima da cama. não haveria resposta. não há forma de gritar através de palavras. elas não me vem. a não ser desespero, desespero, desespero.

é claro que eu prefiro o perigo, prefiro o incômodo, o ponto que coça no meio das costas, o amargo do primeiro gole ou o doce extremo do fundo da caneca de café mal misturado. mas nesse momento eu não tenho um olhar que me salve, um coração que me alerte, um ouvido que aguente saber das minhas vãs esperanças.

é um acúmulo do imaginário com a tontura do tempo girando devagarinho, tão devagar que me impede de explodir, de te tentar cada dia de um jeito novo, até conseguir, incessantemente. meu modo incansável de agir, minha obsessão neurótica, meus exageros, querer tudo como meu.

(quero você como um desafio a ser cumprido).

persistência.

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eu procuro aceitar ainda, sabia?
procuro me render e estimular a minha harmonia
sorrir menos ao tentar te espantar da mente

a mente.

o controle.

o contorno acinzentado da sua demora
me (re)conhece, aborrece
abaixo o som (que não é da sua voz)

estático.

relembrar a nossa falta de palavras
a distância das nossas cinturas
relembrar que os seus cabelos se curvam com o tempo

escapar do ato imóvel de deslizar o olhar às suas fotos
rimar a solidão com a minha voz, implorando
desafinando por debilidade ou espanto

calma.

volta.

rememora.

Written by Ísis Amadeu

23 de maio de 2012 at 21:10