Sobre um tempo que já morreu

(sur un temps qui est mort).

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até que o marinheiro volte.

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Milhares de palavras me cercavam e eu não sabia quais usar. Poderia falar sobre a forma como ele segurava a taça e como isso nos calava por alguns instantes focando as interrogações nos olhos, os olhares que nenhum dos dois sabia interpretar. Desdém, desejo. Poderia falar como algo além da música nos unia e como cada sorriso das manhãs domingueiras e esbranquiçadas me fazia feliz, mas não consegui achar palavras menos corriqueiras e houve mais silêncio

(e haverá
até que o marinheiro volte).

.

2010.

Written by Ísis Amadeu

29 de julho de 2013 at 4:19