Sobre um tempo que já morreu

(sur un temps qui est mort).

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(paranóio, enfim).

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eu tenho pulmões. tenho seios, cabelos, costelas. tenho ouvidos, tenho joelhos.

meus impulsos são necessidades incompletas. minha febre se desprende do meu corpo e rodopia pela sala. me encara. ataca meus órgão internos. estrangula meu coração. surpreende, suspende. minhas unhas duvidam da pureza de minha carne. aos poucos, o martírio passa a soar natural. a pressa some e eu me sinto capaz de me fixar em um ponto cego. me entretenho com o vazio, rebusco minha autonomia.

pop – a bolha estoura. espero por melhores notícias mas não me desapego do que danifica, pois este é o mesmo que produz. ao menos algo existente numa partícula do tempo. conto minutos ao contrário, revejo a ironia, analiso a plurilateralidade das palavras. invento respostas falsas para perguntas imaginárias baseando-me no que conheço – ou acredito que – porém com um negativismo duvidoso.

Written by Ísis Amadeu

27 de abril de 2012 at 23:32

Publicado em Texto

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