Sobre um tempo que já morreu

(sur un temps qui est mort).

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desajuste.

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então eu me vejo de novo naquela estrada eufórica do sonhos, mas sem a empolgação inicial. a visão da estrada sempre foi algo recorrente em momentos difíceis. nada me impulsiona a ir adiante. só consigo sentir uma imensa falta de vontade, um constante deslocamento, um medo das interrogações gigantes que surgem umas atrás das outras, até encher a tela da minha mente. é apenas isso. vontade de desistir, ir embora. não por ser difícil viver nesse ambiente, e sim porque ainda não encontrei um lugar. o lugar que mais esperei na vida não era pra ser meu, entende a sensação? talvez devesse ser outro curso, outra cidade, um ano de iluminação espiritual alcoólica e marginal, um tempo pra respirar fundo até ter certeza que encontrei, liberdade pra testar e mudar de ideia. liberdade…

eu constantemente penso: o que sal paradise faria? o que arturo bandini, de pergunte ao pó pensaria disso? tudo me leva a crer que eu devo experimentar ao máximo, arriscar, ceder aos impulsos, me inspirar. é esse o poder que a liberdade tem sobre mim.  e também, por poder trazer consequências pesadas, o tom de perigo e irresponsabilidade em algumas ocasiões traz uma euforia inigualável. essa é a graça de experimentar, de viver a vida em estado bruto e pleno com todas as emoções e pirações que ela puder causar. tem tanta coisa a ser descoberta, tanto mar… não há motivo para se acomodar.

estresse.

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estresse. calma. estresse. pressão. não adianta folhear todos os livros que eu deixo em cima da cama. não haveria resposta. não há forma de gritar através de palavras. elas não me vem. a não ser desespero, desespero, desespero.

é claro que eu prefiro o perigo, prefiro o incômodo, o ponto que coça no meio das costas, o amargo do primeiro gole ou o doce extremo do fundo da caneca de café mal misturado. mas nesse momento eu não tenho um olhar que me salve, um coração que me alerte, um ouvido que aguente saber das minhas vãs esperanças.

é um acúmulo do imaginário com a tontura do tempo girando devagarinho, tão devagar que me impede de explodir, de te tentar cada dia de um jeito novo, até conseguir, incessantemente. meu modo incansável de agir, minha obsessão neurótica, meus exageros, querer tudo como meu.

(quero você como um desafio a ser cumprido).