Sobre um tempo que já morreu

(sur un temps qui est mort).

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rasg, rasg

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é como se esses amores antigos
voltassem a descosturar as veias
onde só há lugar para desespero injetado.

e então as pontadas quentes
nos cantos da cabeça, o
seu retrato,
aquela foto que a gente tirou
e eu nunca cheguei a ver
pra usar como um remédio
ou uma verdade
o escape
da cidade ensandecedora,
incandescente

o

de

ses

pe

ro

ofegante
a carne trabalhando por impulso
deus, porque tanto magoar?

 

dez/2010

Written by Ísis Amadeu

26 de agosto de 2013 at 15:36

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