Sobre um tempo que já morreu

(sur un temps qui est mort).

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o da estrada para assis.

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É como se eu estivesse numa estrada apavorante e ela estivesse engolindo todas as oportunidades antes que eu tivesse coragem de aceitá-las. dentro daquele estômago transparente eu via o absurdo no qual jamais me tornaria, porque sempre vou acabar sendo previsivelmente hesitante.
Quando voltava os olhos aos meus pés e minhas mãos arranhadas, percebia que a estrada havia sempre sido um pretexto e que as oportunidades, o mundo luminoso ainda existia dentro de mim, apesar da minha convicção de que não aguentaria o peso, embora eu não soubesse como afastar o vil e infame, haveria sempre um resquício do que o mundo quer que eu mostre, porque a vida vai além do intermédio, além do extremo, além dessa cidade, do equilíbrio, da segurança. a vida explode em cada canto; cada colapso é mais um chamado ao qual nós devemos nos entregar inadvertidamente.

coragem (?)

Mas eu não me apavorei. Era um estranho a mim mesmo. Um absurdo.  Uma improbabilidade falha.

Written by Ísis Amadeu

7 de novembro de 2011 at 18:53