Sobre um tempo que já morreu

(sur un temps qui est mort).

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(da espontaneidade)

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tem de ser espontâneo, você entende? o desapego, as calamidades, os dias azuis e desesperançosos, a reconquista, o desejo de seguir o mar, o sono, a discórdia.

tudo faz parte de um emaranhado imenso de novas e velhas confusões universais. o encontro do óbvio e das dúvidas, quando você já não sabe mais esperar nem estremece por sentir a vaidade ou estranheza dos velhos tempos, quando não dá pra ver além do seu rosto fatigado e marcado pelas ideias que já te convenceram e propuseram felicidade, até que agora AGORA você não sabe mais que tipo de felicidade se adaptaria ao seu orgulho e às suas distorções.

é por isso que eu falo: não é tristeza, é espontaneidade, é o que eu cultivo. esse negócio de felicidade pode ser inverso pra algumas pessoas, afinal.

Written by Ísis Amadeu

2 de junho de 2012 at 19:23

Publicado em Curtos, Texto

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